Eu estive aqui de Gayle Forman





 "Eu estive aqui" é uma mistura de drama, mistério e amor. Mas como superar a morte da sua melhor metade? Era isso que Meg representava à Cody...
 Elas se conheciam desde criança, faziam e compartilhavam tudo uma com a outra. Meg aparentemente tinha uma vida perfeita, sempre teve tudo, além de pais presentes e sua popularidade, ela era uma rosa no deserto dividindo opiniões a seu respeito em toda cidade. 
 Já Cody, lida com uma mãe ausente e um pai que nunca conhecera. Sua mãe trabalha em um bar e raramente se dá ao trabalho de se lembrar da filha, prefere sair com os caras da cidade e deixar essa função para os Garcias (a família de Meg).
 Mas mesmo aos trancos e barrancos a vida de Cody era boa, ela tinha Meg, seu alicerce. Até o dia em que recebeu um e-mail que mudou tudo...

 "Sinto informar que precisei dar fim à minha própria vida. Estou adiando esta decisão há muito tempo, e ela é minha e de mais ninguém. Sei que isso lhe causará sofrimento, e lamento que seja assim, mas saiba que eu precisava acabar com a minha dor. Não tem nada a ver com você, mas tudo a ver comigo. Não é culpa sua.
Meg." pag. 7

 Seu mundo desaba quando sua amiga é encontrada morta em um quarto de motel ao lado de um frasco de veneno. Se elas compartilhavam tudo como ela podia não ter previsto isso? Como não percebera nenhum sinal? Por que Meg não lhe contara que estava mal?
 A pedido dos pais de Meg, Cody viaja para Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para buscar seus pertences. Chegando lá ela descobre muitas coisas que Meg não havia lhe contado, conhece seus colegas de república e também Ben McCallister, um guitarrista cheio de segredos que de alguma forma estava envolvido com Meg.
 Na volta, os Garcias pedem à Cody que fique com o computador que era de Meg, pois preferem que ele tenha uso ao invés de ficar jogado pela casa. Com o computador em mãos, Cody decide procurar vestígios sobre o quê levou Meg ao suicídio, e então se depara com um arquivo criptografado na lixeira, impossível de abrir, ou quase... quando o arquivo é aberto com ajuda de um amigo, Cody começa a duvidar de tudo que parecia certo sobre a morte de sua melhor amiga...

     
  Considerações
No geral o enredo é bom e o mistério é intrigante, mas confesso que eu esperava um impacto maior no desfecho do mesmo. Por outro lado, é bonito e até inspirador os obstáculos que Cody enfrenta, e, diga-se de passagem, que os interiores são bem piores que os exteriores para superar e aceitar a perda de sua melhor amiga, e não só isso... mas também perdoar.
  Apesar de todas suas dificuldades ela resolveu lutar ao invés de se render. Algo muito bonito que sua mãe lhe disse, e que a fez sentir-se filha de Trícia como nunca antes foi:

" Você nunca desistiu, nem da dança nem da matemática, nem em nada, e talvez tivesse mais motivos pra isso.Você tinha um monte de pedras nas mãos, então resolveu limpá-las, deixá-las bonitas e fez um colar. Meg ganhou um colar de jóias e se enforcou com ele." pag. 125

 E sempre há questionamentos sobre o porquê é errado se matar, mas talvez esse seja o porquê mais bonito...

"- Porque é o mesmo que assassinato. Porque só Deus pode escolher quando é nossa hora de partir.
- Nao. Porque é como matar a esperança. Esse é o pecado. Qualquer coisa que mate a esperança é pecaminosa." pag. 169 

Com certeza é um livro para se distrair, mas também para refletir, vale a pena!




|Editora: Arqueiro
|Autora: Gayle Forman
|Páginas: 228
|ISBN: 9788580414233

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