Quadrinhos: Bando de Dois



Como vão meus amigos de Praxe ?

Espero que bem, hoje irei falar de uma Graphic Novel que posso dizer ser uma obra prima nacional, “Bando de Dois” é o seu nome, essa maravilha dos quadrinhos nacionais foi uma das primeiras obras do poderoso, Danilo Beyruth (Ilustrador), que atualmente irá emprestar seus traços para “Foderosa” Marvel Comics onde ele irá desenhar nada mais nada menos que novas histórias do Motoqueiro Fantasma, sem falar que Bando de Dois é publicado pela editora “Zarabatana” que é daqui da região de Campinas (SP).
Deixando a puxação de saco de lado, Bando de Dois é uma daquelas Graphic novel que você tem que ter em mente que “o ‘nordestino’ é, antes de tudo, um forte” e tendo isso em mente li essa maravilha. Posso até dizer que gostei mais ainda de Bando de dois do que outras que tem o Cangaço como foco. Os desenhos são mais intensos, realisticamente mortais e até mais bizarros, já que, como bem mostra na capa, cabeça é o que não falta. O enredo é ligeiro, dinâmico e com significados bem interessantes sobre a cultura do Nordeste. A arte é mesmo um agrado à parte e as expressões, as movimentações corporais e até faciais, ditam uma história bastante dramática, mas que nos é passada não como algo específico para o público adulto, mesmo tendo tanta morte. O público juvenil também pode ler a HQ e se interessar muito pelo trabalho do artista, já que mesmo sendo bastante detalhista quanto aos cangaceiros e soldados ele também consegue ser caricato com o povo do vilarejo onde acontece a maior ação.

Considerações

Assumo que foi lendo a HQ que entendi o Bando de dois. É bastante óbvio, mas sem ler o contexto, fiquei tentando arrumar explicação para o título, sem muita conclusão. Tentei elaborar algo do costume sertanejo, algo que remetesse ao nordeste, mas não chegava a conclusão algo. Li a história, admirei os desenhos, fui folheando página por página e já nas primeiras entendi. Após um grupo inteiro de cangaceiros, liderados por Otônho, ser rechaçado pelos militares do tenente Honório, Tinhoso encontra Caveira de boi e AMBOS senguem em uma cruzada para cumprir o pedido do chefe, que em assombração pediu para Tinhoso os libertar.
Tinhoso e Caveira de boi (que tem seus próprios motivos para recuperar as cabeças dos companheiros) percorrem o sertão para poder tocaiar a volante tenente Honório, interceptam e explodem o trem que levava armas para eles e armam uma emboscada em uma vila chamada Nova Nazaré. Lugar de fanáticos religiosos e rodeada por dunas que poderia tomar a cidade a qualquer momento. Quando a volante chega à vila, em momento oportuno os cangaceiros vão conseguindo matar cada soldado, mas o tenente é bastante esperto e vai conseguindo sobreviver até poder estar cara a cara com um dos dois.
Entre tiros, banho de sangue, explosões que arrancam cabeças e atravessam corpos e peixeiras que cortam o inimigo, a ação vai se desenrolando como um filme de velho oeste com a caricatura do sertão nordestino. Valendo lembrar que o formato que a Editora Zarabatana fez para o impresso é linda, capa fosca, páginas com gramatura bem grossinha para não amassar quando você folear e se deliciar com a arte que como falei mais a cima é demais. Realmente é o tipo de HQ que deve se ter na coleção ou na estante.

Bom por hoje é isso pessoal, espero que gostem e se liguem nas dicas de livros e séries aqui na Praxe.


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1 comentários:

  1. Amei !! Peguei seu marca página na bienal! Ele é muito fofo ! Obg ❤️

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