Chaplin (1992) - Filme

Biografia
Charlie Chaplin, ou Charles Spencer Chaplin, nasceu em 1889, em Londres. Ele, que viria a ser o maior ícone do cinema de todos os tempos, teve uma infância pobre e extremamente difícil. Seu pai, cantor e alcoólatra, o abandonou quando tinha apenas três anos e morreu quando Chaplin tinha doze anos. Sua mãe, também cantora, sofria de crises nervosas e foi se tornando cada vez mais emocionalmente instável, chegando a ser internada duas vezes em um asilo londrino. Aos cinco anos, Chaplin estreou nos palcos, substituindo sua mãe que acabara de ter uma crise nervosa em meio a uma apresentação. Chaplin tinha um meio-irmão mais velho, Sidney, de quem se tornou muito próximo e que o acompanhou por muitos anos. O jovem Charles chegou a passar por reformatórios e internatos. Em 1910, ele começou uma turnê nos Estados Unidos com o produtor de talentos Fred Karno e, em terras americanas, ele desenvolveu seu talento, entrando para o mundo do cinema em 1913, através do convite do produtor Mack Sennett, que havia visto uma performance do comediante. 
Falando um pouco desta figura icônica darei um entendimento melhor sobre minha resenha de hoje. Mas antes, olá meus amigos de praxe, comecei a resenha de uma maneira diferente por estarmos falando dele, o grande gênio por trás do famoso chapéu preto, Charles Chaplin, e não poderia falar de seus filmes sem começar com um estrelado por Robert Downey. Jr. interpretando Chaplin, se você pensou sobre “Chaplin” de 1992, está correto meu amigo e sem mais delongas pegue sua pipoca e vamos a resenha.



A abertura de Chaplin, o filme de 1992, mostra o ator retirando meticulosamente sua maquiagem de Carlitos ou O Vagabundo, seu personagem mais celebrado e conhecido. O filme faz entender, desde a cena de abertura, que pretende descobrir a verdadeira identidade de um gênio. O roteiro adota a estratégia de abordar fatos importantes da vida do artista através de uma entrevista informal que Chaplin teria tido com o editor de sua autobiografia, Minha vida (1964). O editor, que em cena é interpretado pelo grande Anthony Hokins, é o único personagem ficcional do longa.

O filme foi dirigido por Richard Attenborough, diretor que ganhou o Oscar em 1983 por outra cinebiografia. Gandhi.Attenborough tem a difícil tarefa de contar os 78 anos de vida de um prolífico artista, em pouco mais de duas horas. O diretor ainda brinca, pontualmente, com o estilo e a montagem do cinema mudo, adicionando aqui e ali artifícios típicos da linguagem deste cinema. Apesar de burocrático e convencional, como muitas cinebiografias, o filme consegue se sustentar muito bem graças à opção do roteiro em abordar com certa agilidade os principais acontecimentos da vida do grande astro. Assim, por mais que tenhamos a sensação de que muitas fases da vida de Chaplin são tratadas muito rapidamente e, mesmo superficialmente, este artifício garante, ao menos, que o filme tenha certa energia e não se torne cansativo. Assim, vemos retratados a iniciação de Chaplin no cinema; as distribuidoras pelas quais ele passou; a amizade com a estrela Douglas Fairbanks; seus muitos casamentos; seu interesse por mulheres bem jovens; seu perfeccionismo; seu posicionamento político e sua expulsão dos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, ao ser considerado comunista. O filme ainda retrata o multifacetado artista como um indivíduo humanista, audacioso e melancólico, ainda que tenha feito do humor o seu ganha-pão. Nomes famosos do cinema fazem pequenas participações no filme. Além do já mencionado Anthony Hopkins, temos Dan Aykroyd, Kevin Kline, Milla Jovovich e Diane Lane. Geraldine Chaplin, filha de Chaplin, interpreta sua própria avó e tem umas das melhores cenas do longa, em uma participação pequena, mas muito bonita. O talentoso Robert Downey Jr. foi merecidamente indicado ao Oscar por interpretar Chaplin. Sua composição é inteligente e foge completamente da pura imitação e faz você esquecer do atual papel do ator como Homem de Ferro ou Sherlock Holmes.


Outros aspectos do filme que merecem elogios é a direção de arte, figurino e maquiagem que fazem um bom trabalho ao reconstituir quase 80 anos de história. A trilha sonora ficou a cargo do renomado compositor John Barry, que faleceu este ano aos 77 anos, e que tem no currículo trabalhos em filmes da franquia 007 e no filme Dança com os lobos (1990), além de 5 Oscar’s. A música de Barry é maravilhosa e talvez seja superior ao próprio filme.
Chaplin, o filme, é uma ótima oportunidade para se conhecer um pouco mais da obra e da vida do ator, diretor, produtor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico mas, como o próprio Chaplin afirmou certa vez, a melhor maneira de conhecê-lo é através de seus filmes; e revisitar ou descobrir a obra inigualável deste gênio não é nenhum sacrifício.
  
De fato, posso dizer que quando você assistir não só irá se divertir como também se emocionar, bom meus amigos espero que tenham gostado e fiquem espertos com mais resenhas.

Trailer



Share this:

JOIN CONVERSATION

    Blogger Comment

0 comentários:

Postar um comentário